_________Inês Seiber
"Se para corrigir é preciso humilhar, então não se sabe ensinar".
Feito de esperança!
Pegadas na areia
Uma noite eu tive um sonho.
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor
e através do Céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que se passava,
percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia;
Um era meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena da minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia
e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida
havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também, que isso aconteceu nos momentos
mais difíceis e angustiosos do meu viver.
Isso entristeceu-me,
E então perguntei ao Senhor.
“- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir,
Tu andarias sempre comigo,
todo o caminho mas,
notei que durante as maiores atribulações do meu viver
havia na areia dos caminhos da vida,
apenas um par de pegadas.
não compreendo porque nas horas que mais necessitava de Ti,
Tu me abandonastes.”
E o Senhor me respondeu:
“- Meu precioso filho.
Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova
e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia apenas um par de pegadas,
foi exatamente aí que EU,
nos braços...Te carreguei.”
Autor: Mary Stevenson
Olhar de esperança
A vida é maravilhosa, mesmo quando dolorida. Eu gostaria que na correria da época atual a gente pudesse se permitir, criar, uma pequena ilha de contemplação, de autocontemplação, de onde se pudesse ver melhor todas as coisas: com mais generosidade, mais otimismo, mais respeito, mais silêncio, mais prazer. Mais senso da própria dignidade, não importando idade, dinheiro, cor, posição, crença. Não importando nada.
“ Há despedidas que não fazem barulho, mas estremecem tudo por dentro. Elas chegam como um silêncio pesado, desses que ocupam a casa inteira e permanecem mesmo depois que as portas se fecham. O corpo fica, o tempo continua andando, mas algo essencial parte antes da gente conseguir entender. Fica a sensação de que o mundo seguiu rápido demais para quem ainda precisava de mais um instante.
O céu, dizem, ganha quem foi luz aqui. E talvez seja por isso que a ausência doa tanto. Não é só a falta do toque, da voz ou do riso conhecido, é o vazio deixado por alguém que iluminava sem perceber. A memória passa a ser abrigo e também ferida, porque nela tudo ainda está vivo, intacto, esperando por um retorno que não vem.
Existem lágrimas que não caem, apenas permanecem presas no peito. Elas aparecem quando uma música toca sem aviso, quando um cheiro atravessa o ar ou quando o olhar encontra um lugar que antes fazia sentido. Nessas horas, o coração aprende que amar também é carregar saudade como parte do próprio nome.
O adeus nunca é completo. Ele se espalha em pequenos detalhes do dia, nas frases que quase são ditas, nos conselhos que ecoam sem som. Quem parte leva consigo um pedaço do mundo de alguém, mas deixa raízes profundas em quem fica. São essas raízes que sustentam quando o chão parece faltar.
Há quem ganhe o céu sem deixar a terra. Permanece nos gestos que aprendemos, na força que nasce da dor, na capacidade de continuar mesmo com o coração em luto. O amor não termina na despedida, ele apenas muda de forma e passa a morar num lugar onde o tempo não alcança.
E assim seguimos, aprendendo a conviver com a ausência como quem aprende a respirar de novo. Com saudade, com respeito, com amor. Sabendo que alguns adeuses não significam fim, mas passagem. Porque quem ganha o céu jamais se perde de verdade, apenas muda de morada e passa a viver dentro de quem jamais deixou de amar..”
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Amor Incondicional
"E se tudo se perder, apenas não se perca de si... Recria tua vida, arruma tua casa, refaz tua história. Para o relógio do tempo, escuta a voz do silêncio. Inventa um novo jeito, faz do teu jeito. As coisas logo se ajeitam e encontram seu lugar."
“Nesse meu mundo solitário, aprendi a amar a minha companhia, aprendi a sorrir dos meus erros, aprendi a aproveitar os instantes, aprendi a deixar doer até sarar, aprendi a silenciar, a me afastar quando minha presença não é bem vinda. Aprendi que não posso mudar os outros. Mas posso mudar as minhas atitudes perante tudo que me faz mal. Aprendi a ser amiga dos amigos. A amar quem me ama e a deixar para trás tudo que rouba a minha paz. Aprendi que ainda não sei muito, mas que todo dia é uma chance de reconstruir e recomeçar!”
“Houve mil coisas que eu não escolhi. Chegaram de repente, sem aviso, e transformaram a minha vida para sempre. Coisas boas e ruins, que eu nunca procurei, mas que me encontraram, mudando o rumo dos meus dias. Foram caminhos que perdi, uma vida que não esperava viver. Mas, se não pude escolher o que veio, eu escolhi como enfrentá-lo. Escolhi sonhos para colorir meus dias, esperança para sustentar minha alma, e coragem para desafiar o inevitável. Porque viver é isso: não controlar o que chega, mas decidir como permanecer de pé.”
“Toda vez que chove, algumas lembranças respingam em mim...
Lembranças da infância… Lembranças de momentos de muito amor… Às vezes, nem lembro de nada, mas fico ali, parado olhando cada gota caindo sobre as folhas… O que me remete a tanta coisa boa, não sei o que é… se é o barulho dos pingos inundando cada cantinho…
se é o tempo, que parece saudoso de algo ou se é a sensação de estar sendo abraçado por uma névoa de solidão… Seja como for, é tanta sensação boa que se puder te desejar algo para hoje… Desejo um dia de chuva bem preguiçoso..."
"Um dia sentiremos falta de tudo que não vivemos!
Do amor, do abraço, da casa, da porta aberta, de um dia especial.
Somos feitos de retalhos e vamos costurando nossa história entre lágrimas e sorrisos.
Pedaços que ficam e vão embora de chegadas e partidas."
Carlos Drumond de Andrade
"Os anos nos levam algumas coisas,
a beleza da face, o andar leve de menina.
Mas os sonhos vem conosco
como se a vida fosse sempre mais bela
ainda no dobrar da próxima esquina."
Lembro-me do passado, não com melancolia ou saudade, mas com a sabedoria da maturidade que me faz projetar no presente aquilo que, sendo belo, não se perdeu.
Hoje em dia eu não procuro mais pelo melhor nas pessoas, eu procuro por tudo que é real, porque a bondade às vezes vem disfarçada de falsidade, mas o que é real, vem despido e imperfeito.A realidade é nua e crua e não tem vergonha de suas feridas e cicatrizes.
Pessoas de verdade são honestas, doa a quem doer, uma pessoa boa, não precisa falar que ela é boa, atitudes demonstram o que as palavras insinuam.
Eu me afasto sem aviso prévio, de tudo e todos que promovam sentimentos negativos, em mim e nas pessoas a minha volta.
A verdade é que, ninguém é perfeito, mas existem aqueles que tornam a imperfeição na coisa mais bonita que você já viu. Porque eles não têm medo ou vergonha de expressar quem são por dentro e por fora.
Cuidado com aqueles que criticam demais, que estão sempre dispostos a fazer você se questionar se é bom o suficiente.
Cuidado com os frustrados e amargurados, eles vão tentar te convencer que não vale a pena lutar para ser feliz.
Inveja? Não, eu não acredito em inveja, eu acredito em acomodados, que escolhem ficar estagnados, e se incomodam com quem vai à luta e faz acontecer, então sem essa de achar que todo mundo tem inveja de você.
Não se sinta tão especial, não se coloque em um patamar acima dos outros, aqui nesse mundo, somos todos iguais.
Não importa se você acorda em uma cobertura de frente para o mar, que vale milhões, ou se você acorda em uma casinha simples no meio do nada, todos acordam sob o mesmo céu, e vão dormir sob a mesma lua, respiramos o mesmo oxigênio e bebemos da mesma água.
O que nos diferencia uns dos outros, é o quanto estamos dispostos a lutar, a evoluir, a ser e fazer melhor.
A chegada e partida deste mundo, é a mesma para todos sem exceção. Então seja real, seja verdadeiro com você mesmo acima de tudo. E que a sua bondade se manifeste em palavras, ações, olhares, sorrisos e em todo o amor que você é capaz de dar e receber.
Seja verdadeiramente uma pessoa do bem, não para que ninguém saiba ou veja, mas para que você experimente a sensação de viver ao invés de somente existir.
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Wandy Luz
O o Sentido da esperança
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência para que ela valha a pena, é preciso ser amado, e amar, e amar-se. Ter esperança, qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas, mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas enfrentar o ruim aqui e ali. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso, apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
É que, além de aflitos e desorientados pelo excesso de informação inútil, somos muito superficiais. Falta-nos o hábito de observar e refletir. Assustados com responsabilidade, escolha e decisão, despreparados como adolescentes, nos desviamos do espelho que faz olhar para dentro de nós. Cada vez mais amadurecemos tarde ou mal. Somos crianças tendo crianças.
Em todas as idas e vindas, obscuramente eu sempre sabia: embora tudo mude , nada muda por que tudo permance aqui dentro, e fala comigo, e me segura no colo quando eu mesma não consigo sustentar. E depois me solta de novo, para que eu volte a andar pelos meus próprios pés.
A vida é mãe nem sempre carinhosa, mas tem uma vara de condão especial: o mistério com que embrulha todas as coisas, e algumas deixa invisíveis.
Padacinhos de esperanças Escolher a esperança
Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade.
Os Sentimentos Humanos certo dia se reuniram para brincar. Depois que o Tédio bocejou três vezes porque a Indecisão não chegava a conclusão nenhuma e a Desconfiança estava tomando conta, a Loucura propôs que brincassem de esconde-esconde. A Curiosidade quis saber todos os detalhes do jogo, e a Intriga começou a cochichar com os outros que certamente alguém ali iria trapacear.
O Entusiasmo saltou de contentamento e convenceu a Dúvida e Apatia, ainda sentadas num canto, a entrarem no jogo. A Verdade achou que isso de esconder não estava com nada, a Arrogância fez cara de desdém pois a idéia não tinha sido dela, e o Medo preferiu não se arriscar: “Ah, gente, vamos deixar tudo como esta”, e como sempre perder a oportunidade de ser feliz.
A primeira a se esconder foi a Preguiça, deixando-se cair no chão atrás de uma pedra, ali mesmo onde estava. O Otimismo escondeu-se no arco-íris, e a Inveja se ocultou junto a Hipocrisia, que sorrindo fingidamente atrás de uma arvore estava odiando tudo aquilo.
A Generosidade quase não conseguia se esconder porque era grande, e ainda queria abrigar meio mundo, a Culpa ficou paralisada pois já estava mais do que escondida em si mesma, a Sensualidade se estendeu ao sol num lugar bonito e secreto para saborear o que a vida lhe oferecia, porque não era nem boba nem frígida; o Egoísmo achou um lugar perfeito onde não cabia ninguém mais.
A Mentira disse para Inocência que ia se esconder no fundo do oceano, onde a inocente acabou afogada, a Paixão meteu-se na cratera de um vulcão ativo, e o Esquecimento já nem sabia o que estava fazendo ali.
Depois de contar 99 a Loucura começou a procurar.
Achou um, achou outro, mas ao remexer num arbusto espesso ouviu um gemido: era o Amor, com os olhos furados pelos espinhos.
A loucura o tomou pelo braço e seguiu com ele, espalhando beleza pelo mundo. Desde então o Amor é cego e a Loucura o acompanha.
Juntos fazem a vida valer a pena.
Meu território é outro... faço parte da manada que corre para o impossível!
Mudar, por pouco que seja, faz parte da nossa pequena guerra individual e cotidiana.
A vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos. O equilíbrio da balança depende muito do que soubermos e quisermos enxergar.
A gente precisa continuar acreditando: que vale a pena ser honesto. Que vale a pena estudar. Que vale a pena trabalhar. Que é preciso construir: a vida, o futuro, o caráter, a família, as amizades e os amores.
"A esperança me chama, e eu salto a bordo como se fosse a primeira viagem. Se não conheço os mapas, escolho o imprevisto: qualquer sinal é um bom presságio. Seja como for, eu vou, pois quase sempre acredito: ando de olhos fechados feito criança brincando de cega. Mais de uma vez sai ferida ou quase afogada, mas não desisto. A dor eventual é o preço da vida..."
E quando tudo me aborrecer de verdade, quando eu ficar cansada de minhas neuroses e manias, quando as pessoas estiverem demais distraídas, a paisagem perder a graça, a mediocridade instalar seu reinado e anunciarem o coroamento da burrice - vou espiar o letreiro que fala de uma riqueza disponível para qualquer um, e que botei como descanso de tela no meu eternamente ligado computador: "Escute a canção da vida." Lya Luft