“Houve um tempo em que eu permitia que tudo me atingisse,
Cada tempestade me arrastava,
Eu era terra sem muralha,
Vulnerável ao caos do mundo.
Mas aprendi, à força, que nem tudo merece resposta,
Que o silêncio pode ser mais valioso do que mil palavras
E que a calma é um tesouro raro, frequentemente saqueado por aqueles que não sabem respeitá-la.
Levei anos para entender que não preciso abrir a porta para quem chega fazendo barulho,
Que a paz não é apenas um refúgio, mas um território que exige defesa.
Hoje, escolho com precisão o que permito entrar na minha vida,
Não por orgulho, mas por sobrevivência.
Não é frieza, é sabedoria.
Porque aprendi, no mais duro dos caminhos,
Que nem todos merecem a versão de mim,
Que tanto me custou reconstruir.”
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Francisco Janaen

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