Deus me protejaim e da maldade de ge de mnte boa. Chico César

Deus me protejaim e da maldade de ge de mnte boa. Chico César
É aqui onde eu me escondo do vento, me abrigo da chuva, invento canções pra passar o tempo e deixo a brisa me levar. Aqui eu conto histórias, revivo memórias, me espreguiço em lençóis antigos, carregados de saudade, escrevo poesia num papel de pão. Aqui eu fiz um canteiro com minhas flores preferidas, pendurei vasinhos verdes com ramas mais verdes ainda. Tem onze horas abertas, fumaça de café fresco e uma rede pra balançar. Aqui é o meu canto, meu mundo, meu remanso. Este é o meu lugar. -Eunice Ramos.

sábado, 27 de julho de 2024


 

Nem sempre é fácil.
Os ventos mudam, o tempo muda, e precisamos, infinitas vezes, recalcular a rota, inventar outros começos, reconstruir nosso ninho.
Mas a gente aprende (às vezes, chorando, às vezes, sorrindo), a dançar na chuva, ensaiar um novo passo, cantarolar uma canção imaginária quando a vida não é mais festa e a música para de tocar.
Há dores que nunca terminam, eu sei, mas que a gente consiga ajeitá-las num canto, abrir espaço pra entrada de brisa e sol e ser o que pudermos ser.
Que a gente consiga achar graça nos dias, apesar dos nossos temporais. E forrar o chão de giz, colher flor, inventar jardins, achar beleza dentro da gente, e ser o que pudermos ser, apesar dos nossos temporais.
Porque há "coisas" que nos deixam, nos causando um vazio sem fim, e há "coisas" que precisamos deixar pelo caminho, e ser o que pudermos ser, apesar dos nossos temporais...
-Eunice Ramo

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